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Terça-feira, Junho 20, 2006
Todo mundo tem que ter um sonho
Ritmo de Um Sonho
Direção: Craig Brewer
Elenco: Terrence Howard
Taraji P. Henson
Chris "Ludacris"
EUA, 2005, Drama, 116 minutos.
Classificação Indicativa: 18 ANOS
Inadequações: Conteúdo Sexual, Violência(agressão) e Consumo de Drogas
VENCEDOR DE 1 OSCAR:
--> Melhor Canção Original(
It`s Hard Out Here For a Pimp)
O eficiente Ritmo de Um Sonho não é novidade, poré, é um bom filme.
A carreira do rap no cinema não é das mais bem-sucedidas. Tudo começou com a palhaçada chamada
8 Mile - Rua das Ilusões, com o mais palhaço ainda, Eminem. Quando loquei esse
Ritmo de Um Sonho, já estava me preparando para mais uma bomba, estava equivocado.
Ritmo de Um Sonho não é uma inovação no gênero, mas satisfaz qualquer espectador. O filme conta com excelentes atuações(em especial a de Taraji P. Henson), bom ritmo, boa história e boas canções. As músicas aqui são apenas plano de fundo para uma história dramática.
Ritmo de Um Sonho sofre um problema na venda da imagem do filme: 1)Se denomina "18 anos" sendo que não tem nada de tão forte, "14 anos" bastaria e 2)Tem como
slogan:"Todo mundo tem que ter um sonho", sendo que essa idéia quase não é trabalhada durante a projeção. Além do mais, o filme chama-se
Ritmo de Um Sonho. Parece que o personagem só entrou no mundo da música por causa de dinheiro, e não por sonho.
Ritmo de Um Sonho teve 2 indicações ao Oscar. A primeira foi de ator, mais do que merecida, porém Terrence Howard era o mais fraco da categoria. A segunda foi de Melhor Canção, que foi agraciada com a estatueta dourada. Não desmereço a premiação, mas a minha favorita era "In The Deep" de Crash - No Limite.
No final das contas,
Ritmo de Um Sonho sai no saldo positivo. É um filme muito bem conduzido, que só peca no final, onde incute desesperança no meio de tanta esperança.
FILME: 7.7
Matheus Pannebecker
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Segunda-feira, Junho 19, 2006
O SENHOR DOS ANÉIS - A TRILOGIA
Direção: Peter Jackson
Elenco: Elijah Wood
Viggo Mortensen, Ian McKellen
Sean Austin, Orlando Bloom
Miranda Otto, Liv Tyler
3 VOLUMES:
-> A Sociedade do Anel
->As Duas Torres
->O Retorno do Rei
A trilogia faturou, ao total, 17 Oscar. O primeiro volume foi vencedor de 4, o segundo de 2 e o último de 11.
Comecei a ver
O Senhor dos Anéis por engano: minha vó o alugou pra mim sem me avisar. Antes deste fato, nunca tinha me empolgado para alugá-lo, achava que seria chato, cansativo e nada interessante. De fato, o primeiro capítulo dessa bem-sucedida trilogia,
A Sociedade do Anel foi o que mais me conquistou. Achei o primeiro capítulo ágil e encantador, mas ainda sim lento e com muitos nomes. Enfim, logo depois do filme, fiquei com muita vontade de ver o próximo capítulo. Era tarde demais,
As Duas Torres já tinha saído de cartaz e eu tería que esperar mais ou menos três meses para encontrá-lo nas locadoras.
O segundo volume,
As Duas Torres me decepcionou bastante, o achei fraco, com muita falação, e com nomes e referências em excesso. Fiquei bem desacreditado com esse filme. Mas, de qulalquer forma, a série continuava com uma brilhante direção, ótimos efeitos e técnicamente perfeito. Durante esse período,
O Senhor dos Anéis foir indicado ao Oscar de Melhor Filme(ambos os volumes) e à prêmios técnicos. Até esse momento, só faturou prêmios secundários(efeitos, trilha sonora, som, etc.).
O que nõ se esperava era que o último capítulo da série, fosse o mais aterrador de todos, faturando 11 estauetas douradas, tornando-se recordista de prêmios, ao lado de
Titanic e
Ben-Hur. O elenco continuava intacto, a história melhorada, o lado técnico mais qe perfeito e a história cada vez mais envolvente. Com esse último, e melhor, capítulo da trilogia,o Oscar finalmente se rendeu e o elegeu Melhor Filme. Não desmereço o Oscar, mas acho que não era pra tanto, o filme continuava com o mesmo defeito, era lento, exaustivo e com muitos nomes.
De qualquer forma, é uma excelente trilogia, com ótimos personagens(Gandalf e Gollum) e uma excelente história, mas não me marcou como
Harry Potter.
Matheus Pannebecker
A Sociedade do Anel: 7.5
As Duas Torres: 6.5
O Retorno do Rei: 8
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Terça-feira, Junho 13, 2006
Exorcista - O Início
Elenco: Stellan Skarsgard
EUA, 2004, Suspense, 113 minutos
Sinopse:Cairo, Egito, 1949. O arqueólogo Lankester Merrin (Stellan Skarsgard), um ex-padre , recebe a missão de ir a uma escavação promovida pelo governo inglês na região de Turkana, Quênia, e recuperar um objeto que estaria soterrado junto a uma igreja cristã do século V. O local estava sendo escavado pelo questionamento do que uma igreja faria num lugar onde ainda não chegara o cristianismo. Chegando ao local Merrin é recebido por Francis (James D'Arcy), um padre, e Chuma (Andrew French), um nativo, e é apresentado a outros que também participam da escavação, como Jeffries (Alan Ford), que possui o rosto desfigurado mas almeja sem êxito amor de Sarah Novak (Izabella Scorupco), uma médica que cuida dos nativos. Merrin constata que a igreja está inexplicavelmente intacta, como se tivesse sido soterrada no dia em que foi concluída. Pela cúpula Merrin e Francis entram na igreja, se deparando com esculturas de soldados com as armas voltadas para baixo e um crucifixo com o Cristo também com a cabeça para baixo, o que é uma profanação. Durante a escavação fatos mórbidos surpreendentemente acontecem, como a dilaceração por hienas de James (James Bellamy), o filho de um nativo. Entretanto Joseph (Remy Sweeney), o irmão mais novo, saiu ileso, pois as hienas agiraram como se ele nem estivesse ali. Merrin fica sabendo que os nativos crêem que aquele lugar é amaldiçoado e pergunta a Sarah informações maiores sobre o que estava acontecendo.
2 INDICACOES AO FRAMBOESA DE OURO:
-Pior Diretor
-Pior Remake
Nada, mas nada MESMO justifica esse tremendo fiasco
Definitivamente,
Exorcista - O Início é um filme que deve ser ignorado. Com péssimos efeitos especiais, clima de suspense saturado, sustos clichês e roteiro sem nexo, o filme é apenas um pretexto para que milhões de dólarares sejam jogados fora. De resto, a única coisa boa que sobra é a interpretaçao de Stellan Skarsgard, e em um momento ou outro o filme dá uma melhorada. No fim das contas,
Exorcista - O Início é um tremendo fiasco, sem justificativa. Não tem a atmosfera necessária para que ao menos o spectador sinta uma pontinha de medo.
Como tem ocorrido nos filmes atuais, mais uma criancinha amaldiçoada aparece(e como adoram insistir nessas ciancinhas!) estragando a festa, que já estava ruim!. Não há sustos no filme, tudo é muito clichê: quem está atrás da porta? O que foi que passou á fora? Porque as luzes se apagaram repentinamente? Quem me trancou na sala? Adicione isso a mais algumas cenas com sangue, cortes de gargantas e sanguessugas, e você terá uma das maiores palhaçadas que você já viu na vida.
Matheus Pannebecker
FILME: 5
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Domingo, Junho 11, 2006
De um lugar inesperado, surgiu um novo grito de paz...
Paradise Now
Direção:Hany Abu-Assad
Elenco: Kais Nashef
Ali Sulinan
Palestina, 2005, Drama, 88 minutos
Classificação Indicativa: 14 anos
-Inadequações: Tráfico de armas.
Sinopse:Amigos de infância, os palestinos Khaled (Ali Suliman) e Said (Kais Nashef) são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Depois de passar com suas famílias o que teoricamente seria a última noite de suas vidas, sem poder revelar a sua missão, eles são levados à fronteira. A operação não ocorre como o planejado e eles acabam se separando. Distantes um do outro, com bombas escondidas em seus corpos, Khaled e Said devem enfrentar seus destinos e defender suas convicções.
Paradise Now é um filme decepcionante, porém não chega a ser ruim
Todos fizeram um escândalo quando
Paradise Now perdeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro para o sul-africano
Tsotsi. Em vão. Não vou conseguir esconder, nessa crítica, a minha profunda decepção com
Paradise. A culpa de o resultado do filme ser decepcionante, não é por causa do assunto, muito pelo contrário. O filme trata de um assunto que há tempos merecia ser mostrado no cinema: os homens-bomba.
O problema de
Paradise Now é o seu roteiro: conta a história de forma monótona, nunca passando para a outra marcha.O filme poderia abusar também de cenas de tensão, mas aqui, nada explode. Ao fim dessa crítica, não me interpretem errado,
Paradise Now não é um filme ruim, é apenas decepcionante.
Matheus Pannebecker
FILME: 7
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Quinta-feira, Junho 08, 2006
Match Point - Ponto Final
Direcao: Woody Allen
Elenco: Jonathan Rhys-Meyers
Scarlett Johansson
Emily Mortimer
Inglaterra, 2005, Drama, 124 minutos
Classificacao Indicativa: 14 anos
Inadequacoes: Violência(assassinato) e Conteúdo Sexual
Sinopse:Chris (Jonathan Rhys-Meyers) é um ex-jogador de tênis que se apaixona por Nola Rice (Scarlett Johansson), a namorada de seu amigo Tom (Matthew Goode), que será também seu cunhado em breve.
1 INDICACAO AO OSCAR:
--> Melhor Roteiro Original
Com um enredo extremamente banal, Match Point - Ponto Final tem o seu charme
Enredo mais banal como esse não existe: um caso amoroso que é constantemente ameacado. A amante não aguenta mais ficar como a "outra" e inferniza o homem para que ele se separe da mulher. É basicamente essa a história do filme de Woody Allen -
Match Point - Ponto Final. Allen transforma a simples em história em um bom produto. Na primeira hora de filme, tudo é conduzido lentamente, quase arrastado, não existem acontecimentos e só conhecemos os personagens. Depois disso, se torna um interessante drama, que é pontuado pelas interpretacões dos excelentes, porem nõ-indicaáveis ao Oscar Jonathan Rhys-Meyers, Scarlett Johansson e Emily Mortimer.
Woody Allen trata os sentimentos de forma nobre: os medos, os amores, as mentiras, as ilusões, etc. O tão comentado final que foi chamado de surpreendemente aterrador, passa longe de todos esses elogios. Sim, é algo chocante, porém é meio exagerado e improvável. Depois das resolucões dos sentimentos, o filme anda em ligeiro ritmo, fazendo com que o anti-clímax da primeira hora seja esquecido. Não é uma obra-prima, muito menos obrigatório, mas é uma excelente pedida.
Matheus Pannebecker
FILME: 8
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Segunda-feira, Junho 05, 2006
Porque não podemos falar sobre sexo como falamos sobre esporte???
Kinsey - Vamos Falar de Sexo
Direção: Bill Condon
Elenco: Liam Neeson
Laura Linney
Peter Sarsgaard
EUA, 2004, Drama, 117 minutos
Classificação Indicativa: 16 anos
Inadequações: Linguagem e Conteúdo Sexual
Sinopse:Em 1948 Albert Kinsey (Liam Neeson) abalou a conservadora sociedade americana ao lançar seu novo livro, "Sexual Behavior in the Human Male". O livro trazia uma ampla pesquisa, na qual Kinsey levantou dados sobre o comportamento sexual de milhares de pessoas. O assunto, até então pouquíssimo abordado, passa a ser tema de debates e provoca polêmica na sociedade.
Kinsey
é uma aula sobre sexo. Deve ser assistido pelas pessoas que tratam o assunto com naturalidade
Kinsey - Vamos Falar de Sexo é uma verdadeira aula de sexo, vários termos "sexuais" são falados com naturalidade no filme. Mas, na realidade,
Kinsey não é um filme forte, muito menos chocante e traumatizador, é um filme simples e espontâneo. Assim como as interpretações: nada de tão surpreendente, mas na medida. Laura Linney mereceu a sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.
Kinsey quase não tem uma história, tudo é basicamente sexo. Talvez seja por isso que fique a sensação de vazio ao fim do filme, que por sinal, tem umas das cenas finais mais inteligentes do cinema contemporâneo. O diretor Bill Condon conduz o filme com uma direção com uma duração que não incomoda e que é eficaz. No fim das contaz,
Kinsey sai no saldo positivo, um filme que eu tive prazer em ver, vale a locação!
Matheus Pannebecker
FILME: 8
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